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#Resistência

Em 2015, o Brasil presenciou diversas ocupações promovidas, principalmente, por estudantes secundaristas. Inspiradas no movimento dos estudantes chilenos em 2011, as ocupações iniciaram em São Paulo e se espalharam por diversas cidades do país. Em Santa Maria, as ocupações começaram em meados de 2016, em apoio ao movimento grevista dos professores estaduais, motivado pelo parcelamento dos salários do governo de José Ivo Sartori (PMDB). Os estudantes também eram contrários ao Projeto de Lei 44/2016, que autoriza o Poder Executivo a qualificar como organizações sociais “pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica,

Não quero mais falar sobre gênero

Sou uma feminista (relativamente) jovem. Não faz muito tempo que comecei a me dar por conta que os espaços que eu vivia eram repletos de homens. Que as opiniões que eu escutava com atenção e validava, eram as masculinas (vindas de homens, no caso). Assim como as opiniões, as profissões, as escolhas, as opções, as ponderações, os argumentos e tudo mais – o mundo que eu vivia (e vivo) é povoado pela expressão masculina valorada como se fosse a verdade absoluta. De um tempo pra cá, presenciei, participei e vivenciei a luta das mulheres em diferentes aspectos. Por fronts diversos: em todos esses, fomos pintando nossa expressão. Passamos a opinar e a falar. Mais que isso - passamos a exigir que

Tudo Pela Reitoria

Nos dias 27 e 28 de junho acontece a consulta para a reitoria da Universidade Federal de Santa Maria. Sim, consulta, já que a definição oficial é do Conselho Universitário, que tem respeitado a decisão referendada pela votação. A eleição é paritária, o que quer dizer que cada uma das categorias da UFSM (professores, alunos e técnicos) têm o mesmo peso - ou seja, ⅓ - na votação. Isso impede que os estudantes, por exemplo, tenham uma maior importância eleitoral, mesmo que sejam mais numerosos. Três chapas disputam o pleito: “Para mudar ainda mais”, do reitor Paulo Burmann e do diretor do Centro de Tecnologia Luciano Schuch; “Juntos por um novo amanhã”, do ex-vice-reitor Dalvan Reinert e do dir

Resposta do vereador Daniel Diniz (PT) à matéria "Do Plenarinho Ao Planalto"

A legislatura do vereador Daniel Diniz (PT) enviou ao BOCA Jornalismo uma nota respondendo a informações que o mesmo julgou errôneas na matéria “Do Plenarinho Ao Planalto”, no dia 24 de maio deste ano. O BOCA afirma que, desde o primeiro contato, o vereador foi informado de que aquela seria uma matéria baseada em entrevistas com os líderes de bancada da Câmara de Vereadores, inclusive sendo avisado que outros vereadores, na mesma posição, já estavam respondendo à matéria. Compreendemos que possa ter havido uma compreensão equivocada por parte do vereador e de sua equipe quanto ao escopo da matéria já que, ao que justifica sua nota, ele opinou acerca dos temas conforme orientação própria e nã

Cadê a cultura que tinha aqui? - Parte 3

Centro de Atividade Múltiplas Garibaldi Poggetti, o Bombril A última das reivindicações imediatas dos agentes culturais da cidade é a reforma e reabertura do Centro de Atividades Múltiplas Garibaldi Poggetti, o Bombril, no Parque Itaimbé. A obra está parada desde o ano passado e não existem muitas expectativas de conclusão. O valor previsto para a obra em 2013 era de 317 mil reais, e, com o prazo de 6 meses, deveria ter ficado pronta em outubro daquele ano. Em janeiro de 2015, a prefeitura publicou uma notícia afirmando que a conclusão da obra era esperada ainda naquele ano, que 40% da obra já estava concluída e que se estimava um valor final de 433 mil reias, 116 mil a mais que o previsto.

Cadê a cultura que tinha aqui? - Parte 2

A LEI DE INCENTIVO À CULTURA E O FUNDO MUNICIPAL DE CULTURA A Lei de Incentivo à Cultura, conhecida como LIC, é uma renúncia fiscal por parte da Prefeitura. Todo ano, a Prefeitura divulga um edital para que os produtores culturais inscrevam seus projetos. Cada projeto aprovado tem também um orçamento a ser captado. A partir dessa aprovação, é responsabilidade dos produtores culturais buscar as pessoas que pagam impostos que possam ser deduzidos - IPTU, ISSQN, ITBI - e convencê-las a apoiar o projeto. Quem aceitar poderá direcionar até 30% do valor que seria pago de impostos ao caixa deste projeto. Entretanto existem algumas dificuldades enfrentadas por quem tem seus projetos aprovados. Por e

Cadê a cultura que tinha aqui? - Parte 1

Em 17 de fevereiro deste ano, foi divulgada uma carta aberta dos produtores culturais de Santa Maria ao poder público. O documento, que já soma mais de 250 assinaturas, foi o estopim de uma série de discussões sobre as políticas culturais na cidade em relação à gestão que assumiu a Prefeitura neste ano. Entre as preocupações dos artistas que assinaram a carta estavam a aprovação da lei que cria o Sistema Municipal de Cultura, a implementação do Fundo Municipal de Cultura e a revitalização dos espaços públicos culturais de Santa Maria, em especial o Centro de Atividades Múltiplas Garibaldi Poggetti, o Bombril do Parque Itaimbé. A lei do Sistema Municipal de Cultura - o SMCULT - foi redigida a

Vila Resistência: ocupação e luta por moradia

Chove em Santa Maria há quase 20 dias. No bairro Parque Pinheiro Machado, na Zona Oeste da cidade, os moradores da Ocupação Vila Resistência se abrigam do frio e da água em pequenas casas de madeira e de lona. O gramado que toma conta de todo o terreno já está marcado pelo passos dos habitantes nos caminhos mais comuns e forma pequenas estradas. Em meio ao barro provocado pela chuva, a única firmeza encontrada pelos pés são as tábuas, pedras e telhas colocadas ali para formar uma trilha. Os ocupantes que ainda permanecem na área tentam salvar suas roupas, calçados e móveis. Cerca de 15 famílias ocupam uma área pertencente ao município, desde novembro de 2016. Boa parte dos atuais moradores v

O que acontece no sistema punitivo brasileiro?

Uma conversa com a defensora pública Luiza Martins sobre o massacre de Manaus e a situação do sistema penal no Brasil No primeiro dia do ano de 2017 morreram 56 presos em uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, na BR 174 que liga Manaus (Amazonas) a Boa Vista (Roraima). O presídio é administrado por uma empresa privada e mantém em privação de liberdade muitos membros de facções. Apesar de passarem despercebidas, essas duas informações revelam muito sobre a causa da rebelião acontecida em janeiro e não são características apenas desse presídio de Manaus. O Brasil possui mais de 600.000 pessoas em privação de liberdade e, apesar de o número estar em ascensão, a violência não dimin

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