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Presas não dão voto: a situação das mulheres no Presídio Regional de Santa Maria

Em junho deste ano, o Rio Grande do Sul foi condenado pelo Tribunal de Justiça do estado a construir uma penitenciária exclusivamente feminina em Santa Maria. Até agora, as apenadas cumprem sua sentença em uma ala separada no Presídio Regional de Santa Maria, uma casa de detenção construída exclusivamente para homens. Um dos motivos alegados pelo promotor responsável pela ação é a suposta precariedade na separação entre homens e mulheres no Regional. O Governo do Rio Grande do Sul recorreu à sentença. Afinal, a ala feminina do Presídio Regional tem condições de receber suas detentas? E, se não, porque não construir um presídio? A ALA A ala feminina é constituída por um pavilhão separado no P

Os gêneros musicais se tornaram obsoletos?

A resposta é não. Óbvio que não, se não o nome do texto não teria uma interrogação no final. A ideia é falar, na verdade, sobre a quantidade de gêneros musicais e a confusão que eles geram. Eu devo ter passado umas duas semanas achando que chillwave era mais ou menos a mesma coisa que dreampop. Eu ainda não sei o que é chillwave, pra falar a verdade. Pode ser que eu que seja meio tapado mesmo - sendo sincero- mas os nomes não ajudam muito. Pós-Rock não tem muita relação ao muito mais famoso Pós-Punk, apesar dos nomes indicarem o contrário. Como disse uma conhecida minha esses tempos, parece que o “pós” é colocado antes das coisas só pra criar confusão. Pós-rock, pós-metal, pós-hardcore e po

O privatista que há em cada um de nós.

Recentemente, dois comerciais me deixaram incomodado. O primeiro é da Nestlé. Nele, uma moça, de bela voz, passeia pela cidade. Ao redor dela, o noticiário, pessoas brigando, um ambiente inóspito e desconfortável. A letra chega a mencionar “Direita e Esquerda”. Tudo se resolve quando a protagonista se desconecta de seus fones, come uma barra de chocolate e pede para o mundo parar. Claramente, o comercial surfa na bipolaridade política, no calor das discussões, no estresse cotidiano para ceder a tentação de parar, se desligar, permitir a si mesmo uma alienação deliberada. Com uma bela barra de chocolate ao leite, claro. O segundo é da Knorr. Um agitado rap promove a quebra de preconceitos ali

Cultura do estupro: isso não é sobre sexo

Existem assuntos que, por mais que sejam muito delicados e disparem uma centena de gatilhos emocionais fortes, ainda precisam ser abordados com mais frequência. Claro, com frequência e com muita seriedade. Não sei em que momento da sociedade não teremos que falar sobre estupro, por exemplo. Podemos remeter à história e a formação das sociedades contemporâneas utilizando o argumento de que tudo foi forjado a custa de sexo e sangue. No caso da cultura do estupro, essa cultura que respiramos cotidianamente, estupro tem relação com poder muito antes de relacionar-se a sexo. Na verdade, estupro não tem relação com sexo e é por isso que vivemos em uma cultura do estupro. Pode soar pesado falar em

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