2018 por BOCA Jornalismo.

Acordo para quem? Mobilização reúne moradores da Ocupação Vila Resistência

6/9/2018

Cerca de 60 pessoas se postaram em frente ao Fórum da Comarca de Santa Maria na última segunda-feira à tarde. Elas estampavam no peito a materialização de uma realidade que até quem não sabe ler é capaz de identificar se for até a Rua Engenheiro Adi Forgiarini, no Parque Pinheiro Machado: “Vila Resistência Vive”.

 

Foto: Bruna Bergamo//BOCA Jornalismo 

 

A estampa, como quase tudo que há hoje na Resistência, foi feita pelos próprios moradores. Também eles puseram em pé as casas, traçaram as ruas, demarcaram um campo de futebol e organizaram-se em reuniões, assembleias e protestos como este, na segunda-feira. Neste dia, boa parte deles deixou por algumas horas a Ocupação, que fica na zona oeste da cidade, para comparecer a audiência de conciliação na 1ª Vara Civil Especializada em Fazenda Pública da Comarca. O Juiz de Direito que presidia a audiência, Vinícius Borba Paz Leão, negou o pedido dos moradores de estarem presentes na sala de audiência.

 

A audiência contou também com representantes da Procuradoria do Município, a quem compete a representação jurídica do Poder Executivo Municipal. Além deles, somente quatro representantes da Resistência e o advogado de defesa, Márcio Brum, foram autorizados a entrar no recinto. Nossa reportagem acompanhou a movimentação do lado de fora e conversou com os moradores após a audiência.

 

 

Um mandado que solicitava a reintegração de posse chegou a ser expedido em 3 de maio deste ano. No início de 2017, houvera outra tentativa de retirar os moradores da área. A ameaça de expulsão paira sobre quem mora lá desde sempre: em outubro de 2016, as primeiras 15 famílias a se assentarem no local provinham de outra ocupação recém desintegrada, a Parque Pinheiro, ali próxima.

 

Enquanto um acordo não ocorre, a vida segue na Resistência.

 


 

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