2018 por BOCA Jornalismo.

Muamba resiste em Santa Maria

23/8/2019

“Mostrar para Santa Maria que sim, a população negra, a população periférica, realmente vai ocupar o espaço da cidade e vai lutar contra o preconceito”, assim Fernanda Rodrigues, a Rainha da Muamba em 2019, explica um dos principais objetivos da festa popular que aconteceu no dia 6 de abril desse ano. O evento, vencedor do Prêmio Nacional Culturas Populares 2018, ocupa anualmente as ruas de Santa Maria desde 2015.

 

Na data de hoje, 23 de agosto, no ano de 2017, morreu Nei D'Ogum, o idealizador do evento. Isadora Bispo considera que a Muamba é uma responsabilidade da comunidade para com Nei d'Ogum, pois ele “nos ensinou que a gente deveria continuar com isso. Em homenagem a ele, o show não poderia parar”.

 

Nei foi uma figura central de articulação e militância nos espaços para pessoas negras, para pessoas LGBTs, e nos espaços culturais da cidade. Além da Muamba, Nei também era presente na organização e atividades do Museu Comunitário Treze de Maio e do Coletivo Voe. O legado de Nei d’Ogum é sensível na Muamba, assim como nas falas e nas vidas das pessoas que conviveram com ele e que foram tocadas pela sua atuação.

 

O Boca Jornalismo esteve na Muamba desse ano para documentar a festa, colher depoimentos da organização e homenagens ao Nei. Conversamos com Isadora Bispo, a produtora cultural responsável pelo evento; Fernanda Rodrigues, a Rainha da Muamba; Jéssica da Silva, a Nega do Samba da Muamba; e Djair Campos, o Rei da Muamba.

 

 

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